16 de set. de 2008

A menina triste, o menino, o cachorro e a chuva: Tídel.

a menina bonita se sentou no banco.
ela tinha um papel na mão e olhava para o nada.
vários passarinhos passam por mim. querem comida.
também tenho fome, mas esqueço.
está escurecendo, e a moça está sentada no banco.
dois meninos passam correndo e gritando. me assusto.
vou até debaixo daquela árvore. a grama está seca
e a moça continua sentada no banco.
seus pés se retorcem. o vento levas algumas folhas.
ela olha para o papel, e depois olha para os blocos.
não parece estar vendo nada. parece estar chorando
está escurecendo. está esfriando. cadê os pássaros?
a menina está chorando. ela é tão linda e tão triste.
sua pele é tão branca... e ela é tão magrinha,
que parece doente.
será que ela está doente?
droga! lá vem um cachorro! odeio cachorros!!
é melhor sair daqui...

lá está a menina. está andando.
tem um menino indo atrás dela.
não. não parece ser só um menino.
ele tem alguma coisa estranha nele.
ele não é como eles, mas não é como eu.
está ventando. e este vento é diferente.
tem borboletas no anoitecer muitas.
e o menino continua andando atrás dela.
vou chegar mais perto.

a menina está chorando, sentada debaixo do bloco.
o menino fala com ela. entendo, mas ignoro.
não é o que ele está falando que importa.
ele tem um cachorro enorme atrás dele,
mas eles não podem ver o cachorro.
eu posso. ele ainda não é real, mas eu posso.
e olhando de perto posso ver a coisa fria dentro da menina.
o que será aquilo? ela está doente mesmo?
a menina segura o papel, tentando escondê-lo do menino.
então o menino começa a desenhar.
será que ele não vê o cachorro?
será que ela não vê a coisa em sua barriga?
acho que vai chover. é uma chuva estranha.
o menino desenha árvores, e um cachorro.
ele desenha outro cachorro, então.
ele está desenhando o cachorro que está atrás dele.
e então eles olham para mim, mas não me vêem como sou.
e a menina não chora mais,
mas a coisa fria ainda se retorce dentro dela.

acho ela está morrendo. não sei porquê.

vai chover.
é melhor sair daqui antes que minhas penas fiquem molhadas.
estou com medo dessa chuva

vou embora com a menina e sua morte na cabeça.
mas sinto que também vou encontrar o menino
e o cachorro
por aí...


este é
um anoitecer
estranho.

tenho fome.


vôo para casa.


(imagem por VikaLC, no dA)

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8 de set. de 2008

Flores entre as pedras.

Como pode a poesia viver entre tantas pedras?
Como pode até mesmo a vida não sufocar
em meio às ruas planejadas para a aprisionar?

Não sei. Mas ainda há vida por aqui...

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30 de ago. de 2008

Griô.

Hoje acordei com uma disposição diferente. Não era preguiça, nem falta de vontade de trabalhar. Lavei meu carro, ajeitei as coisas que precisava ajeitar em casa, até tentei trabalhar -- mas algo me dizia que não havia trabalho a fazer, e que outra coisa me chamava. Lembrei que havia marcado, de meio coração, o primeiro encontro de imaginários para amanhã. Não havia ainda sentado para juntar as centenas de anotações que havia feito para a Crônica de Changeling que pretendo re-iniciar no encontro, e decidí então quer seria isso que deveria fazer.

Depois de fazer as compras que a casa demandava (e esquecer de comprar comida para minha pobre companheira felina, que agora no início da noite desistiu de miar para ir caçar camundongos), me sentei na frente do computador e comecei a baixar os livros de que precisava, reler velhas anotações, fazer algumas muito poucas novas anotações, ler livros de regras, estudar sobre o que precisava estudar... enfim, assumir novamente o velho manto de contador de histórias.

E tudo fluiu naturalmente, como nos velhos tempos. Sem grandes arroubos, sem grandes bolas de fogo ou outros ocidentalismos associados à magia. Simplesmente, aconteceu. Redescobrí minha senda de contador de histórias, e o manto e o cajado de griô moderno novamente me recaíram leves e naturais nos ombros. Os personagens que antes me sussuravam no ouvido, há várias semanas, fizeram silêncio. Eles sabem que agora vou cuidar deles, e que não é mais necessário seu chamado constante. E é isso que vou fazer. Estou novamente contador de histórias, pois isso é o que eu sou.

E então descobrí que em algum lugar nas redondezas, começou a chover em meio à seca brasiliense. Quem disse que a mágica não está em todo lugar?

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11 de dez. de 2007

Doações para Gibiteca Pública

Repassando o email que recebí no grupo Imaginários...

GIBITECA PÚBLICA

Você que gosta de quadrinhos contribua para criação de uma Gibiteca Pública.

Aceitamos qualquer quantidade de doação. Faca crianças e jovens descobrir o mundo em desenho.

A gibiteca funcionara no Ponto de Cultura Invenção Brasileira em Taguatinga sul.

Postos de Arrecadação:

KINGDOM COMICS (No Conic)

INVENÇÃO BRASILEIRA (QSB 13 Mercado Sul Bloco B Lojas 5 e 24 Taguatinga – DF)

Realização:

Associação Cultural Ossos do Oficio

Ponto de Cultura Invenção Brasileira


Anderson Formiga
Associação Cultural Ossos do Ofício
SDS Ed. Miguel Badia SL 417
CEP 70394-901 Brasília- DF
(61) 8485 0512 / 3322 5202
http://formigar.blogspot.com/

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5 de dez. de 2007

Ana Reis

A moça sambista Ana Reis, que foi colega da Patinha no coral do Marista e hoje segue uma carreira solo cantando samba, tem mesmo uma voz muito bonita. Dá gosto de ouvir...



Quero ir conferir o trabalho dela em seu próximo show (que vai rolar na Quituart no dia 07/12).

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6 de nov. de 2007

What a wonderful world...


I see trees of green
red roses too
I see 'em bloom
for me and for you
And I think to myself
what a wonderful world.

I see skies of blue
clouds of white
Bright blessed days
dark sacred nights
And I think to myself
what a wonderful world.

The colors of a rainbow
so pretty in the sky
Are also on the faces
of people going by
I see friends shaking hands
sayin how do you do
Theyre really sayin
i love you.

I hear babies cry
I watch them grow
Theyll learn much more
than Ill never know
And I think to myself
what a wonderful world...


para a minha Ninkasi. :)

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19 de out. de 2007

It's raining again...



Eu adoro estes dias chuvosos.

A vida parece recomeçar
quando a seca vai embora
e a chuva volta a abençoar
a minha cidade...

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2 de out. de 2007

Quando veio a chuva...

Quando a chuva finalmente caiu sobre o bar na Cidade Seca, as pessoas nas mesas começaram a aplaudir. Foi bonito.

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6 de jul. de 2007

Blogue do Teatro Oficina Perdiz

A Paula Campos acabou de me avisar (err, na verdade, ela avisou ontem e eu só vi hoje) que o Teatro Oficina Perdiz agora tem um blogue, para manter informados os usuários e amantes daquele pitoresco lugar de conserto de carros e almas.



Um abraço grande para o pessoal do Perdiz, e para a Paulinha, que é uma guerreira em nome de suas causas.

Abraços do Verde.

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Companhia Dell'Arti em temporada extendida.

Acabei de saber, por meio de um comentário da Raquel Cappuci aqui no Caderno do Cluracão, que a Companhia Dinastia Dell'Arti vai ter sua temporada de Lisbela e o Prisioneiro extendida por mais um final de semana.

Devido ao sucesso da montagem, a peça será novamente encenada neste final de semana, dias 6, 7 e 8 de julho. Ao que parece no mesmo lugar na última montagem (pois a Raquel esqueceu de me falar o local da apresentação).

Espero que ela passe por aqui para dar o resto da informação.

Abraços do Verde.

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21 de jun. de 2007

MarthaV no Gate's Pub

MARTHAV
:: Show Voz e Violão em Brasília ::

Abrindo os shows das bandas
- Los Porongas
- Sestine


DATA: 22/06/07
LOCAL: Gate's Pub (403 SUL)
HORÁRIO: 22h
PREÇO: R$ 10,00


É... é isso aí mesmo...
A moça mal pisou na cidade quadradinha
e já arranjou um lugar para tocar.
Como ela mesma diz: o nome dela é trabalho. :)

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Feira de Quadrinhos no Mercado Central do Conic

Vai rolar no sábado, dia 30, o mercado central (que ainda não tem site listado no Google) deste mês lá do Conic. O mercado central rola todo último sábado do mês, e tem a função de revitalizar(!?) o Conic e reunir um povo bacana para fazer coisas bacanas, ou simplesmente para se cruzar pelo Conicão.

No meio de todas as outras coisas do fino da bossa que vão estar rolando por lá, haverá a feira de quadrinhos da Kingdom Comics. O email que recebí da Lua Cyriaco (que, entre outros talentos, também desenha que é um absurdo!) fala por si mesmo:

nesse sábado dia 30, vai rolar o mercado central aqui no CONIC, e com ele a feira de quadrinho. A gente da Kingdom Comics reserva uma mesa pra quem estiver interessado, é só dar uma confirmada pelo e-mail ou por telefone mesmo (3223-7852). Traga seus quadrinhos usados e venha negociar.

obrigada!

Ah, sim! se quiser divulgar aos amigos esteja à vontade, mas precisa avisar com antecedência por causa da reserva das mesas, ok?

--
Lua

Pois é. Já tenho mais um bom programa para o meu sábado 30. :)

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15 de jun. de 2007

Voltando para casa...

Na próxima vez que eu me sentar para escrever,
estarei sentado em uma casa no topo de uma colina
olhando para a cidade onde eu nascí.

Estou voltando para casa, finalmente...

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11 de jun. de 2007

e ainda mais Teatro Oficina Perdiz...

A Larissa Marques deixou um comentário em um de meus posts sobre o Teatro Oficina Perdiz avisando que colocou no youtube uns vídeos gravados na Virada Cultural do Perdiz (1,2,3,4,5).

Além disso a Larissa avisou que quer "mobilizar algumas bandas para fazer uma série de acústicos, lá no Teatro Oficina". Se alguma banda ou cantor/cantora de Brasília estiver interessado/a, deve entrar em contato com a Larissa no email larissapin@hotmail.com.

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4 de jun. de 2007

Rachel Capucci e companhia Dinastia Dell'Arti em temporada com "Lisbela e o Prisioneiro", em Brasília

Gosto de dar uma força para o trabalho dos meus amigos, principalmente quando é um trabalho bacana e feito de coração. É assim que funcionam as amizades, meus caros.

Minha amiga Raquel Capucci está se apresentando junto com a companhia teatral Dinastia Dell'Arti no espetáculo Lisbela e o Prisioneiro, em curta temporada na cidade quadradinha de Brasília. A ruivinha cursou Psicologia junto comigo na UnB mas, assim como eu, descobriu que a Arte vale muito mais a pena do que a ciência. Palmas para nós! :)



Vale a pena conferir o espetáculo e prestigiar o trabalho da timida mocinha de cabelos vermelhor que virou atriz. Estivesse eu em Brasília, já estava lá para conferir.

As datas e horários das apresentações são:

* 07 a 09 de Junho, no Teatro da Escola-Parque 210/211 Sul
Quinta, Sexta e Sábado, às 20hs.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, professores, maiores de 60 anos e doadores de 1kg de alimento não-perecível)

* De 22 de Junho a 01 de Julho - Teatro Goldoni - Casa D'Itália - Sala Adolfo Celi
209 Sul - Entrada pelo eixinho L - tel: 3443-0606
Sextas e Sábados, às 21:15h e Domingos, às 20:15h.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia para estudantes, professores e maiores de 60 anos)

Mais informações no post sobre o espetáculo, feito na agenda do Overmundo ou mandando um email para a companhia Dinastia Dell'Arti.

E para quem quiser dar uma espiada no visual desta montagem de Lisbela e o Prisioneiro, há um vídeo e uma colagem de fotos disponibilizados no YouTube.

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2 de jun. de 2007

Chuva. (mais um fragmento de "Samhain")

Conforme prometido, aí vai mais um fragmento de meu encruado e complexo conto Samhain. Este é um fragmento de seu início. Não tentem entender a conexão dele com o outro fragmento. Samhain é um conto surreal e cheio de surpresas...

Chuva.

"(...)Os carros buzinavam e passavam lentos, refletindo-se no chão molhado. O tráfego estava levemente engarrafado sobre o asfalto lavado da pista em frente à comercial. Chovia de leve no fim da tarde. O trânsito fluía devagar, quase hipnótico, deixando Rodrigo desatento a tudo mais. O garçom trouxe mais uma garrafa. Marcou um risco azul na comanda da conta. Foi embora. Rodrigo nem o viu. Não viu também a moça de cabelos pretos que passava ao lado da mesa. Ela também não o viu. A gente não enxerga aquilo que não conhece. Vivemos em mundos tão pequenos... E os carros continuavam buzinando e se refletindo no chão. Rodrigo continuava absorto, sem refletir sobre nada. Era um trivial entardecer repleto de nada. Enquanto isso, Alma entrava no carro e ia embora, para se juntar aos carros que buzinavam e refletiam sobre o asfalto. Nada demais.

Caía a noite do dia trinta e um de outubro, mas isso não fazia a menor diferença para a maioria da cidade. Fazia alguma diferença para Rodrigo, que costumava acreditar em velhos Deuses e outras coisas de que ninguém mais se lembra. Costumava, mas agora ele estava indiferente demais para se importar também. Bebia a sua cerveja sem gosto. Vivia sem tesão, pensando vez por outra na morte, mas desistindo também por pura falta de vontade de morrer. Havia chamado alguém para lhe fazer companhia, mas provavelmente ninguém viria. Era noite de quarta feira. Só pessoas como Rodrigo saem para beber em quartas feiras, por pura falta do que fazer. Mesmo assim, havia lá no fundo da garganta dele uma fome profunda por algo que ele não sabia o que era. Talvez fosse alguma coisa. Alguma coisa que o levasse além do nada que o cercava. Alguma coisa alada que queria voar acima do tédio das asas cubistas da cidade. Indiferente a tudo isso, chovia.

Quando a chuva engrossou e todos começaram a escapar, resmungões, das mesas que se molhavam, Rodrigo também se levantou. Não sabia se pagava a conta e ia embora, ou se ficava por ali olhando a chuva. Tanto fazia. Nada fazia diferença na noite vazia que antecedia mais um dia de trabalho vazio no amanhã. Então, Rodrigo ficou. Sentou-se em outra mesa, esta protegida do aguaceiro, pediu outra cerveja e se deixou olhando a chuva. Os respingos que o alcançavam e o molhavam aos poucos eram tudo que o separava da completa banalidade de beber silenciosamente sozinho em um bar onde nada nem ninguém o interessava. Gostava da chuva, mas não o bastante para se animar com ela. Contudo, ficou ali, por hora.(...)"


Não há garantia de que este fragmento vá permanecer inalterado ao longo da escrita do conto, nem sequer há garantia de que ele vá figurar na versão final de Samhain, mas resolvi publicá-lo para dar um gostinho do que ando escrevendo (embora, confesso, este seja um fragmento um tanto antigo, pois não tenho trabalhado em Samhain nos últimos dias).

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31 de mai. de 2007

mais Teatro Oficina Perdiz

Apesar da azia (e do dia) terrivel, estou tentando saldar todas as minhas promessas. Infelizmente a publicação da quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão vai ficar (de novo) para outra hora.

Contudo, aquí vai (conforme prometido no último post) a programação de amanhã (sexta) e sábado no Teatro Oficina Perdiz (encontrada neste post de Michel Santana no blog Jornalistinha):

Programação da Oficina do Perdiz para os próximos dias:

Quarta-feira (30/05): Apresentação do filme “Teatro Oficina Perdiz” às 21h, de Marcelo Dias.
Quinta-feira (31/05): Monólogo “Saída de Emergência”, apresentado por Zé Regino (horário não confirmado).

No dia 01 de junho vão começar as 24h de atividades do “Teatro Oficina Perdiz”. A maratona começa às 18h desta sexta-feira e vai até as 18h deste sábado. Na sexta será apresentada a peça “Quem fez 68 não faz 69”, interpretada por Ruth Guimarães, que faz uma pequena sátira a ditadura militar.

No sábado vai ser a vez do monólogo “Cobra Norato”, interpretada por Sérgio Viana. A apresentação conta o mito da “cobra grande da Amazônia”.

Para mais informações ligue no número: 3273-2364 e fale com Marcos Pacheco.

E vale aproveitar para dar uma lida neste outro post de Michel Santana a respeito do Teatro Oficina Perdiz, também no Jornalistinha:

"Ao ser questionado pelo Jornalistinha, Perdiz brinca ao dizer porque mantém a oficina. ”Só tenho a oficina mesmo porque tenho um carro”, comenta. Perdiz revela como conseguiu construir a estrutura. “Para construir a arquibancada eu demorei umas cinco horas. Comecei a ajeitá-la um dia era umas 13:30h, e quando deu umas 18:30h ela já estava terminada. Os acessórios depois eu coloquei aos poucos”, disse Perdiz.

Esses dias o teatro viveu uma fase um pouco turbulenta, com a ameaça de fechamento do local. Mas ao que tudo indica, a oficina será preservada, pelo menos foi o que garantiu o Governador do Distrito Federal. “O Oficina do Perdiz é um símbolo cultural, não pode ser fechada. Já consultei o secretário adjunto de Cultura, Ricardo Pires, para trazer uma solução para o local”, afirmou Arruda."


Dizem que a reportagem feita pela Rede Record a respeito da situação (e da mobilização em defesa) do Teatro Oficina foi bem bacana. Contudo, parece que o vídeo ainda não chegou ao YouTube.

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30 de mai. de 2007

O Teatro Oficina Perdiz ainda vive! (ao menos por mais um mês)

Acabei de receber a dica da Apsara, minha irmã (que link eu coloco para você, minha linda?) de que já saiu no YouTube um vídeo da reunião que encerrou a mobilização feita ontem em prol do Teatro Oficina Perdiz, que estava ameaçado de demolição (mais uma vez).

Sem mais enrolação (ão ão ão!), segue o vídeo:



Viram o vídeo?

Como vocês podem ver, esta foi uma vitória importante mas ainda há muita luta pela frente. Fiquem ligados aqui no Caderno do Cluracão, e na comunidade do Teatro Oficina Perdiz no Orkut, para serem informados dos próximos andamentos da luta em defesa deste pitoresco e importante teatro.

Acho particularmente importante dar atenção às tais denúncias de acumulação de entulho e de "bichos e escorpiões" que grassariam nestes mesmos. Serão verdadeiras? Serão ataques anônimos de má fé contra o teatro? As duas coisas? Para o povo do Perdiz, fica o toque para que fiquem ligados nisso.

Por hora, parabéns a todos que participaram direta ou indiretamente desta etapa da mobilização em prol do teatro. Estamos todos de parabéns.

Boa sorte ao Perdiz e eu fantabuloso Teatro, e aos artistas da minha terra, e à Cultura de Brasília e do Brasil. Segue a saga.


UPDATE:
O João Arnolfo do viaecologica.com também fez e publicou um vídeo sobre a defesa do Teatro Oficina Perdiz (dica do Technorati):



(curiosamente, até um blog russoecoou este vídeo)

Enquanto isso o blogue da Rádio Livre RalaCoco 101.3FM, da Universidade de Brasília (ô saudade!), também fez um post sobre a mobilização. A meu ver, os Dragões não tem nada a ver com o problema e não deveriam ser injustamente culpados (Salvem os Dragões!!!), mas o post é válido mesmo assim.

Eu eu continuo ligado história, e pronto para ajudar o Teatro Oficina Perdiz e os colegas da cultura de Brasília no que for possível...

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25 de mai. de 2007

Teatro Oficina Perdiz, em Brasília, ameaçado de despejo.

Recebi a informação e o convite da Ana Catarina no meu scrapbook do Orkut:

ATENÇÃO ARTISTAS!

O Perdiz recebeu ontem uma intimação,
dizendo que ele teria que

desocupar o local, dentro de 5 dias uteis...

Hoje, sexta-feira dia 25, vários artistas
se encontraram na frente da

oficina e ficou decidido que
TERÇA - FEIRA, DIA 29/05 AS 11HS
todos
nós vamos nos encontrar
em frente a oficina para fazer uma

manifestação.

Façam cartazes, divulguem e estejam lá...
vamos fazer barulho!

Não podemos deixar o Perdiz sozinho...
precisamos juntar muuuiiiiitaaaa

gente pq queremos parar a w3 norte!
(708/709 - perto do ceub)



vamos todos!!!! vamos parar a
W3 NORTE NA HORA DO ALMOÇO!!!!
Ajude a divulgar!!


Para quem não conhece o Teatro Oficina Perdiz, trata-se de uma oficina mecânica localizada no comércio da SCRN 708, na Asa Norte de Brasília, e que em várias noites da semana se transforma em um teatro que apresenta atrações a preços populares, além de ser um espaço aberto para artistas e companhias em início de carreira.

A própria idéia de se transformar uma oficina em teatro já é bem bacana. Junte-se isso então ao carisma do dono e do lugar, e o Teatro Oficina Perdiz torna-se um lugar extremamente bacana e que faz parte dos roteiros culturais brasilienses. Para quem conhece, e para quem ainda não conhece mas gostaria de ter uma chance de um dia poder conhecer, é um importante participar desta mobilização e passar em frente a notícia.

Como estou no Rio, tudo que posso fazer é passar a notícia em frente e torcer. O lugar fica ao lado da minha antiga casa, e eu gosto um bocado dele.

Não é a primeira vez que o teatro é ameaçado. Quando começaram a derrubar o prédio ao lado, por pouco o teatro não foi junto. Apenas com a mobilização dos artistas da cidade foi possível impedir que naquele mesmo momento o Teatro Oficina virasse uma pilha de escombros.

Abraços apertados do Verde.

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18 de abr. de 2007

De volta...



"pisei na cidade maravilhosa
que não é minha
já morrendo de saudades
da minha cidade quadradinha..."



De volta ao Rio de Janeiro...
De volta ao trabalho...
De volta aos desafios...
Preparando terreno para dar a volta e voltar...

Depois de alguns dias memoráveis, alguns dos melhores da minha vida, na minha jovem velha cidade quadradinha.

Nossas vidas são contos de fadas estranhos até que se prove o contrário.

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