3 de mar. de 2009

Sunset to a colorblind man



nove de novembro de dois mil e seis.
sony-ericsson k750i.


I have been there many times before.

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23 de set. de 2008

Despertar, por Mohsen Rasoulov



Mohsen Rasoulov era um fotógrafo, grafiteiro e artista iraniano, que morreu em um acidente de avião no Quirguistão no final do mês passado. Passeando por seu arquivo fototráfico (Mooshot), encontrei esta foto que me tocou por sua cândida intimidade e dignidade. A moça que aparece na foto chama-se Kiana Farhoudi, também é uma fotógrafa, e publica aqui os seus trabalhos.

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8 de mai. de 2008

Not another smoke, Harold



Simplesmente porque gosto desta foto
(que foi dialy deviation no dA em 14/10/2006)

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11 de mar. de 2008

A rua mais bonita do mundo



A rua mais bonita do mundo existe.
Cada um sabe onde fica a sua.
Quais são as árvores que sombreiam seu caminho
e contam as histórias da sua vida?
Em que lugarejo o vento fala seu nome?

Cada um deveria ter a sua rua mais bonita do mundo.
Esta é uma de minhas muitas.

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19 de set. de 2007

A Mar Izabella



Quem acha que o mar é homem
Não conhece a beleza que é
conhecer e mergulhar n'A Mar.

O mar é mulher, e seu nome é Izabella.

Como é que faz para chamar o mar para esta terra seca?

(pensamentos surgidos enquanto relia trechos do Abarat (1,2) de Clive Barker, ouvindo Ocean do Dead can Dance. "Izabel... Izabella Iza!")

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20 de mai. de 2007

Conto novo no Overmundo e fotos em votação...

Publiquei um conto novo no Overmundo, resgatado do fundo da minha gaveta por circunstâncias da vida. "Uma casa morrendo", do qual já publiquei um fragmento por aqui, é um conto sobre amor e tempo, e o considero um bocado triste, embora seja belo. Acho que tenho uma queda pela beleza triste...

Enquanto isso, as fotos (esta e esta) que postei no Banco de Cultura do Overmundo já estão em votação. Aos votantes, peço uma forcinha.

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18 de mai. de 2007

Fotos no Overmundo, Dragões aqui e ali, e a fome de viver com arte.

Faz algum tempo que as reviravoltas da vida, a falta de inspiração e disciplina e, talvez, a falta de tempo, têm me impedido de publicar coisas novas no Overmundo. Tendo em vista que passei a tarde mergulhado em escritos e ainda me sobrou alguma inspiração, resolvi publicar duas fotos no overmundo, só para movimentar as coisas. "Into the Sea..." e "Foto aleatória" já estão na fila de edição. São as mesmas publicadas no fotolog, mas os textos estão diferentes -- escrevi poesias novas, ou tentei, para acompanhar as imagens que ganham novo valor para mim. Se estão curiosos, que tal dar uma olhadela por lá?

into the sea
Into the sea...

Enquanto isso, sei bem que devo e não nego (a mim e a quem me lê), continuar a revisão e publicação de O Cavaleiro e o Dragão. Minha inconstância o descontinuou, mas minha paixão há de retomá-lo.

E por falar em dragões, hoje passei a tarde debruçado sobre Samhain. Escrevi as duas partes iniciais, estou fazendo algumas revisões. Devo mergulhar na terceira parte hoje à noite. É bom estar produzindo de novo, embora a maior parte do trabalho que me espera (e que vai me levar para mais perto de voltar para a cidade que amo) não tenha nada a ver com a minha amada arte de contar histórias, nem esteja me soando nada artístico neste momento...

Algum dia ainda conseguirei viver com mais arte e, quiçá, viver de arte.

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18 de abr. de 2007

De volta...



"pisei na cidade maravilhosa
que não é minha
já morrendo de saudades
da minha cidade quadradinha..."



De volta ao Rio de Janeiro...
De volta ao trabalho...
De volta aos desafios...
Preparando terreno para dar a volta e voltar...

Depois de alguns dias memoráveis, alguns dos melhores da minha vida, na minha jovem velha cidade quadradinha.

Nossas vidas são contos de fadas estranhos até que se prove o contrário.

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2 de abr. de 2007

imaginários feéricos


fairy imaginaries... by ~cluracan on deviantART

"Folheando" meus velhos albuns de fotos do Flickr (aqui e aqui) e do DeviantART (aqui) em busca de uma foto de Brasília para ilustrar este post aqui, encontrei esta singela foto do último encontro dos Imaginários. Achei que ela é digna de ser publicada por aqui, para quem ainda não a conhecia. Ficou bacana, né?

Abraços do Verde.

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28 de mar. de 2007

"o céu cheio de céu"


(pôr do sol visto do bar Spicy, na Asa Norte, em Brasília)

Saudades desta cidade com "o céu cheio de céu", como disse meu caríssimo amigo Metal Cabelinho.

Existe tanta beleza neste mundo...

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27 de mar. de 2007

As cidades e as histórias.

Levando alguns passos em frente (por um caminho mais produtivo) o post anterior, estava pensando sobre a importância da existência de literatura ambientada em uma cidade para a construção do imaginário de (e sobre) aquela cidade. No caldeirão desta reflexão, junto 3 sentimentos semelhantes em natureza e distintos no tempo e no espaço.

O primeiro é o sentimento de isolamento e "saudade do desconhecido" que experimentava nos tempos em que só lia literatura estrangeira. Sentia falta de encontrar a minha cultura, a minha nacionalidade, nas histórias que me moviam.

O segundo sentimento era um sentimento de falta. A falta de literatura sobre Brasília, que narrasse histórias brasilienses, sob os céus da Cidade Seca, falando das coisas daquele lugar -- capturando seu espírito, evidenciando-o. A este sentimento respondi me propondo quase naturalmente a só escrever a respeito daquela cidade, no meu período de contista que foi de 2003 a 2006.

O terceiro sentimento é o encanto cantado no post anterior, de andar por uma cidade que é pano de fundo e personagem de uma boa parte daquilo que ando lendo hoje em dia. Isso não é sem propósito; desde que me mudei para o Rio me propus a mergulhar e conhecer a literatura carioca que fale sobre a cidade. A sensação de ler sobre Copacabana, sobre o Jardim Botânico, sobre a rua Voluntários da Pátria em Botafogo (onde trabalha o médico da morta de Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca), sobre a Urca onde um homem morre afogado enquanto Clarice Lispector experimenta seu vestido... sobre tantos lugares e histórias cariocas... é simplesmente fantástica. É como estar finalmente inserido e contemplado integralmente em um universo ao mesmo tempo real e secundário, imaginário e sólido. É a magia penetrando o dia a dia.

Isso me leva de volta ao questionamento do segundo sentimento: É necessário que as pessoas escrevam sobre suas cidades, sobre suas realidades, sobre suas vidas e as vidas das quais são testemunhas. Há de se falar de jeitos, trejeitos, ruas, espaços, apertos, histórias e ilusões de cada cidade -- e de sua gente. Uma cidade sobre a qual há rica literatura é mais real do que a sua realidade física, é super-real, é mais forte e se entranha na carne do leitor-morador.

É por estas e por outras que me sinto em dívida com minha cidade natal quadradinha. Eu tenho que escrever sobre aquela cidade! Tenho que viver mais dela, e escrever mais, muito mais, sobre ela! O Rio já está em boas mãos. É bom de morar, é bom de ler. Mas quando não estiver escrevendo sobre a Terra Encantada, quero escrever sobre a minha terra.

Brasília ainda carece de quem conte suas histórias. Eu ainda careço de contar as histórias da minha Brasília. Ouço o chamado. Um dia eu chego lá...



Já que declarei em meu post anterior meu amor pelo Rio, agora é hora de declarar também o meu amor por Brasília, sua gente, sua terra que vira poeira no ar e seu vento seco que embaraça os cabelos e o coração. Eu também amo Brasília, e ainda vou escrever muito sobre ela. Ela merece!


(mas para quem também ficou com água na boca para ler sobre Brasília, humildemente prometo publicar mais dois de meus contos brasilienses no Overmundo logo depois que publicar a quinta parte de O Cavaleiro e o Dragão. Para quem não quer esperar, sempre há Na Saída e A Moça Acenando na Janela.)

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6 de mar. de 2007

sorriso

duende no teatro odisséia

"o meu sorriso nem sempre é porque eu estou bem"
de Código de Barras, música de MarthaV

Auto-retrato no Teatro Odisséia, anteontem.

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10 de fev. de 2007

ao pôr do sol...



ao pôr do sol
no meio do zumzum
a cidade e o morro
viram apenas um.

sob o vermelho do céu
cai a noite que esconde
o vermelho do sangue
e o assalto

sob o amarelo que some
esmaece o brilho do ouro
que separa o morro
do asfalto...


(trecho incidental de poesia, publicado originalmente aqui)

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7 de fev. de 2007

o sono do imperador

o sono do imperador

Ainda estou tentando aprender
a dormir, a sonhar e a viver...

No meio do caminho,
eu aprendo a escrever.

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pilastras


pilastras by ~cluracan on deviantART

"os caminhos da cidade alada são o meu pilotis
e as árvores altas, que se projetam tão acima
são as pilastras que seguram o meu céu..."

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existem caminhos 4



"...conheço teu corpo
como quem conhece
o caminho de casa,
como as árvores
que me levam à sua porta
me conhecem por meu andar
e pelo meu sorriso franco
de antecipação em te encontrar."



publicado originalmente no meu flickr e no meu DeviantART.

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