21 de jun. de 2007

Feira de Quadrinhos no Mercado Central do Conic

Vai rolar no sábado, dia 30, o mercado central (que ainda não tem site listado no Google) deste mês lá do Conic. O mercado central rola todo último sábado do mês, e tem a função de revitalizar(!?) o Conic e reunir um povo bacana para fazer coisas bacanas, ou simplesmente para se cruzar pelo Conicão.

No meio de todas as outras coisas do fino da bossa que vão estar rolando por lá, haverá a feira de quadrinhos da Kingdom Comics. O email que recebí da Lua Cyriaco (que, entre outros talentos, também desenha que é um absurdo!) fala por si mesmo:

nesse sábado dia 30, vai rolar o mercado central aqui no CONIC, e com ele a feira de quadrinho. A gente da Kingdom Comics reserva uma mesa pra quem estiver interessado, é só dar uma confirmada pelo e-mail ou por telefone mesmo (3223-7852). Traga seus quadrinhos usados e venha negociar.

obrigada!

Ah, sim! se quiser divulgar aos amigos esteja à vontade, mas precisa avisar com antecedência por causa da reserva das mesas, ok?

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Lua

Pois é. Já tenho mais um bom programa para o meu sábado 30. :)

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14 de mai. de 2007

Alan Moore sobre adaptações cinematográficas de obras literárias e histórias em quadrinhos.

"(...)Quando você lê um livro e dá vontade de tomar chá, por exemplo, você deixa de lado o livro, e vai tomar a sua xícara de chá. Se quiser voltar algumas páginas para lembrar de algo que foi dito páginas atrás, você pode fazer isso. O leitor é que tem que fazer todo o trabalho. Quando lê um livro, o que você faz é decodificar esses arranjos de vinte e seis palavras numa página, por exemplo. Você tem que criar uma imagem para todos os personagens. É capaz de imaginar as vozes deles. Você está conjurando um mundo inteiro, e o está fazendo sozinho. O trabalho é seu. O leitor está contribuindo para ter uma experiência. Não é o caso nos filmes. Você está lá sentado na sua cadeira, e o filme segue, correndo a, sei lá, 24 frames por segundo. A máquina está fazendo todo o trabalho por você. Está tudo pronto. Não precisa imaginar como tal personagem vai se parecer ou como é que ele vai soar. Porque o camarada ali na tela vai sempre se parecer exatamente como o Jack Nicholson, e aquele outro personagem lá vai falar exatamente como um ator qualquer... É negada a chance de ter uma imagem na cabeça. Você tem as possibilidades negadas. Você não está apto a contribuir ao filme, sua imaginação é simplesmente freada e é substituída pela imaginação de quem o fez. Eu tenho esse incômodo com adaptações de cinema. Quando você tem um público que cresce ao redor do cinema, há esse problema dos jovens que absorvem arte apenas se ela vier por uma tela. Isso encoraja à preguiça. Muitas das pessoas que vão ao cinema não precisam se preocupar em ler o livro, porque, obviamente, o livro é muito mais difícil, exige muito mais experiências do que apenas ficar sentado no cinema com uma tigela de pipoca no colo por 90 minutos... É por isso que me incomoda tanto essa coisa das adaptações."
(retirado da entrevista de Alan Moore à revista Trip*)



* o endereço do site da Revista Trip está correto, mas a página principal parecia estar fora do ar no momento do fechamento deste post. De qualquer forma, a entrevista está acessível através do link acima.

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