24 de mar. de 2009

sobre o silêncio...

(...) Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma. (...)

(...) Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.

É preciso também que haja silêncio dentro da alma. (...)


(atribuído a Alberto Caeiro, que era pessoa e também Fernando Pessoa)

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30 de jul. de 2007

Virtude da não-palavra

É inestimável o valor daquilo que se pode dizer sem falar palavra alguma.

É incrível a balbúrdia que se pode fazer quando se tenta transformar em palavras aquilo que é indizível.

É encantadora a poesia que se faz em silêncio.


Agora cale a boca.

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25 de jul. de 2007

Leituras e "A Gramática dos Silêncios"

Tenho mergulhado em leituras interessantes. Das "Palavras Andantes" de Galeano, emprestado de minha doce companheira, à releitura de trechos de vários livros lidos há muito ou pouco tempo, como a trilogia do Senhor da Guerra (de Bernard Cornwell), o Abarat de Barker e o "World of Tolkien" de David Day. A vontade de escrever, e as imagens e fragmentos ansiosos para ver o mundo, borbulham dentro de mim. Quando encontrar um momento, escreverei.

Mais do que tudo, tenho mergulhado na gramática dos silêncios e no universo do indizível. Além de qualquer história que possa ser contada, as histórias que se vive -- aquelas que são além das palavras -- são o que inflama as fogueiras da alma de um poeta. Por causa delas tenho cada dia mais vontade de escrever...

A vida não é fácil, mas tenho vivido encantado pela Dádiva.

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