21 de set. de 2009

Entre mortos e feridos... salvam-se todos.

Vida é narrativa, uma história que a gente conta pra gente mesmo e para os outros. Quantas vezes ainda vou esquecer de mudar o disco, dar uma curva na narrativa e transformar a minha história em vez de apenas reclamar do dia ruim? Sempre acabo olhando para trás e rindo da minha cara.

Bem... ao menos eu dou risada.

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15 de nov. de 2008

Há vida.

É incrível e maravilhoso como pequenas coisas podem nos arrancar do transe triste da depressão. As nuvens avançando no céu, rodeando o sol que dança entre as árvores ao som de tambor das trovoadas que rolam sobre as colinas... só isso, tudo isso... me fez me sentir vivo de novo!

Talvez hoje seja dia de dedicar algum tempo à minha escrita.

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29 de abr. de 2008

Coisas da vida.

Não é a primeira vez que as demandas da vida, e mesmo suas reviravoltas assustadoras, me tiram o chão para depois me deixar suavemente em novo solo -- mais elevado. É batido dizer que há males que vem para o bem. Mas eles realmente existem, e os problemas dos últimos dias serviram não só pra me ensinar algumas boas lições, mas também para me dar mais clareza sobre quem sou, o que quero, o que gosto, e sobre como viver.

Tá. Estou falando um monte de frases batidas, mas o que posso fazer se este é o modo mais simples de dizer que estou agradecido por tudo que aconteceu, e me sentindo bem melhor comigo mesmo agora?

Pois é.

Seguimos vivendo e contando histórias...

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5 de mar. de 2008

Na próxima vida, seremos Harpias e Gralhas Azuis...








São coisas da Alma...

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17 de jan. de 2008

Sinal de vida

Faz tempo que não me sento para escrever aqui. Não por falta de vontade, ou de históris porvoando minha cabeça. Talvez por falta de disciplina, mas certamente também por falta de tempo. De qualquer forma, resolvi seguir o exemplo da Patinha e dar um sinal de vida.

Não tenho tido tempo, ou não tenho encontrado o momento, para escrever minhas histórias também. Nestes dias corridos (mas realmente muito bons) que tenho vivido, as histórias surgem, dançam e vão embora em minha cabeça. Há coisas mais importantes a se fazer em certos momentos da vida do que contar histórias.

Tem-se que viver um pouco também, de quando em quando.
De qualquer forma As Memórias do Fogo de Galeano tem me feito bastante companhia nestes dias também. Os contos de Angela Carter nem conseguem competir pela atenção que dou ao Galeano ultimamente :)

E assim seguem os dias, até a próxima curva da estrada ou a próxima história para contar.

Em tempo... Esqueci de comentar no post retrasado, mas foi a Patinha que me apresentou ao Galeano. Se hoje me apaixono por histórias latino-americanas mais do que pelas européias, a culpa é quase toda dela e do Galeano (com uma mãozinha do Garcia Marquez).

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14 de mar. de 2007

reflexões de um herói cotidiano...

"Vi seu corpo tremendo, sacudindo involuntariamente, enquanto seus olhos verdes arregalados fitando o nada lacrimejavam sem parar, a boca entreaberta, os dentes cerrados e a língua se enrolando por detrás deles, obstruindo o ar. Primeiro tive de enfiar meu dedo em sua boca com força. Fui mordido num dos machucados de percussão. Então a impedi que fechasse de novo fazendo-a morder um lápis. Nessa altura, ela estava respirando com tanta dificuldade que começou a ficar roxa, o corpo serenamente desligando. Aquele esmeralda desconhecido virando vidro desolado, como a areia do deserto depois de uma explosão nuclear. Pensei que ia morrer nos meus braços, me vi em choque diante do corpo dela resfriado no meu colo, incapaz de reagir contra si mesmo. Eu a dei um abraço e aí ela desengasgou da baba que estava em sua garganta. Pouco a pouco, cessou a tempestade em sua carne. Outras pessoas ajudando, buscando socorro, um rapaz veio e carregamos andar acima a moça pra que no sofá se recuperasse. O tempo seguiu, veio família, vizinhos, ambulância, veio gente. O pai dela disse que a garota é difícil, não toma o remédio, dorme mal, não se cuida. Afastei-me de tudo aquilo e fiquei contemplando o céu..."
(Retirado do Blog do DPadua)

A vida é tão louca...
E passamos tanto tempo olhando para coisas tão abstratas, sem perceber os problemas reais e as belezas reais deste mundo...

Enxergar a verdade e agir parece mesmo ter virado coisa de herói cotidiano. E são muitos que andam por aí, anônimos, já que as capas e cuecas por cima das calças já saíram (ainda bem) de moda há muito tempo...

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