26 de set. de 2007

Rebuscanismos tardios?

Olhou para si,
e se sentiu parecido
consigo mesmo...

-=-

A Lontra perguntou a Pedro
qual era o caminho do céu.
Pedro não respondeu.
Pedros não falam...

-=-

Matilde acendeu o poste
para enxergar a rua
que apagaria seu cigarro.

-=-

...Usava um anel em cada dedo,
como que para se certificar
de que todos estavam ali.

-=-

Não faz sentido, disse o Valete.
Eu não estava falando com você, sorriu o Coringa.
O Rei não falou nada. A Dama já sabia.
O resto ficou embaralhado.

-=-

Ele pulou da janela
para aprender a voar.
Depois de chegar ao chão,
aprendeu.

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7 de ago. de 2007

Antiguidade rebuscana.

Estava me lembrando agora mesmo, enquanto escrevia um pedaço de prosa sem graça, das Crônicas da Rebuscânia de Daniel Pádua. Que fim terão levado estes velhos escritos caóticos? Será que algum dia veremos mais alguma crônica rebuscana sob este sol?

Apenas os monges constipados da Rebuscânia sabem por onde elas andam, e eles levam o segredo consigo para todos os lugares quando explodem...


UPDATE:
Para quem se interessou pelos fragmentos das crônicas rebuscanas, acabei de (re)encontrar esta velha comunidade no Orkut onde alguns rebuscanos se reuniam. Há algumas raras palavras e nonsenses rebuscanos por lá.

- o -

"Finesiano Finn era um luso-irlandês típico. Todo dia sentava-se na sacada de sua humilde pocilga para coçar as axilas e contar histórias. As crianças o adoravam, mesmo quando ele tentava mordê-las.

Era um bom velhinho o Finesiano. No ano passado as complicações hemorroidárias o levaram para perto dos seus, no paraíso de Oisin. Conta-se que seu fiel cachorro Cheira Cu até hoje deita-se na sacada e tenta morder as crianças..."



" Eram três da tarde quando o
vento uivou na janela...
Com seus antebraços franzinos, Zuleica
abriu o armário. Aquele fim de
tarde enferrujado e árido.
Lá dentro havia um pote diferente,
com um rótulo intrigante: "dente".
Zuleica abriu o pote.
Tinha um dente lá dentro."
(A Saga de Zoráide - parte I)



"a outonância de junho
O outono é uma das épocas mais belas
da Rebuscânia, com seus galhos retorcidos
e folhas secas... uma morbidez singela
que me faz sorrir.

:-D

FIM"

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