1 de jan. de 2008

Para o velho novo momento, novos livros novos.

Sempre que posso, estou comprando novos livros. Prefiro comprá-los em sebos -- em parte por serem mais baratos, em parte por achar que é muito triste que um livro tenha apenas um ou poucos leitores -- mas por vezes também os compro novos em livrarias.

Nestes últimos dias, comprei mais dois livros que agora estão morando em minha cabeça o tempo todo enquanto os leio. Um deles é uma coletânea do trabalho com contos de fadas "feministas" realizado por Angela Carter (embora eu ache o termo "feminista" um pouco duvidoso para caracterizarc material contido no livro), chamada "103 Contos de Fadas de Angela Carter" (Companhia das Letras, 2007). Embora discorde de alguns pontos do pensar de Angela sobre os contos de fadas e as fábulas, considero o livro um repositório precioso do repertório mundial dos contos de fadas aos olhos de uma mulher inglesa sensível e inteligente.

O outro livro que comprei é o segundo tomo de Memórias do Fogo (subentitulado "As Caras e as Máscaras"), do fantástico e ultra prolífico Eduardo Galeano (o mesmo de "As Palavras Andantes" e "As Veias Abertas da América Latina" (aqui em .PDF)), um fantástico apanhado romanceado das histórias, folclore e lendas da América Latina entre os séculos XVIII e XIX. O livro, escrito com a excelência constumeira de Galeano, me traz aquilo pelo que anseio ardentemente estes dias: as histórias do meu lugar, que me foram ora negadas, ora servidas de forma muito deturpada. É um tesouro, e prentendo comprar seus outros dois tomos em breve.

Estes dois livros caíram quase que magicamente do céu (ou vieram em tempo do Caldeirão de Histórias cósmico) neste meu momento de revisão e reaprendizado do meu lugar no munco, e da minha natureza enquanto contador de histórias. Acho que o resultado da leitura deles poderá ser sentido por aqui.

Só os Deuses parecem saber. Que sigam as Histórias.

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7 de ago. de 2007

Janela Sobre a Palavra (V) - Eduardo Galeano

"Javier Villafañe busca em vão a palavra que deixou escapar bem quando ia pronunciá-la. Onde terá ido essa palavra, que ele tinha na ponta da língua?
Haverá algum lugar onde se juntem todas as palavras que não quiseram ficar? Um reino das palavras perdidas? As palavras que você deixou escapar, onde estarão à sua espera?"
(Eduardo Galeano em "As Palavras Andantes", pág. 222)

De um encontrador de palavras para um aprendiz de caçador de sentidos...

onde fica este reino?

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