10 de jun de 2007

sobre o ofício de escritor...

É estranho como o ofício de escritor, antes tão solitário por natureza, tem se tornado cada vez mais social nestes tempos digitais. Se antes as horas de escritor eram longas e silenciosas, cheias de palavras ditas e ecoadas só pelas paredes, hoje elas são um burburinho tão amoroso e tão intenso do qual ele tem que escapar por vezes para conseguir escrever mais.

Fico exultante, feliz e saltitante, com cada elogio que minhas obras recebem. Gosto de atender a todos, responder a todos, ler tudo aquilo que meus leitores-escritores estão produzindo... Mas as horas do dia ficam curtas para tudo isso.

Ainda estou aprendendo a lidar com toda esta atenção e reconhecimento.
Sejam pacientes comigo.

E muito, muito, muito obrigado mesmo!


p.s. e, respondendo à pergunta de uma querida amiga: é um estranho que ainda não sei dizer se é bom ou ruim. É bom, ao menos em parte, porque é uma coisa cheia de amor e apreciação... me projeta às nuvens... mas por outro lado me é um pouco angustiante nem sempre conseguir retribuir a todos, atender a todos, dar a atenção merecida a todos. Sinto-me afogado em carinho. Ainda estou aprendendo...

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3 Comments:

Blogger Claudinha said...

Olá, vi seu perfil em visita no meu blog e vim conhecer. Poxa, na foto você está parecendo o Bob Dylan.
Também tenho andado afobada com a vontade de escrever e de visitar os meus amigos, mas não temos só a vida virtual e isto é fato. Não sou escritora( e nem pretendo ser). Meu blog é como uma terapia, uma válvula de escape para alguém absolutamente criativa e que tem necessidade de falar, falar, contar, contar...
Abraço e prazer em "conhecer" seu mundo virtual.

6/10/2007 10:44:00 PM  
Blogger Daniel Duende said...

Olá Claudinha. :)

Antes de mais nada, fico muito feliz por receber tua visita em meu blog. Sinta-se sempre bem vinda por estas bandas... :)

Quanto às afobações da vida dividida entre trabalhar e escrever, viver o mundo exterior e o interior... sou um eterno aprendiz. Muitos cavalos bravos em minha alma me puxam para distintas direções, e eu estou o tempo todo a buscar um equilíbrio, ou ao menos uma viabilidade, para tantas forças.

Mas assim é a vida, não é?
Só nos resta aprender a viver.

Abraços apertados do Verde.

6/11/2007 12:22:00 AM  
Anonymous Anônimo said...

Qunado um escritor lança no ar (ou na tela) suas palavras vindas de lugar incomum para outros seres, ele lan~ça também no espaço uma abertura para que essas palavras entrem e elas às vezes ficam, fascinam, envolvem, apaixonam.
É natural - ao menos para mim - não saber lidar com a retribuíção em elogios carinhosos de quem se encontra - de alguma forma - dentro daquelas palavras que vêem preenchendo a história.
Geralmente é um sentimento de realmente não saber como retribuir, e penso que a única retribuição que se pode dar a esses leitores-escritores, é uma troca justa feita dentro de mais e mais criações.
Nunca tive oportunidade de dizer aos meus escritores prediletos o quanto eles me emocionam, a maioria está morta - os vivos eu não tenho os seus contatos - e aos vivos que podem ser alcançados - virtualmente - eu me desnudo de qualquer pudor e me dou de alguma forma, se não for retribuindo com as minhas próprias criações é com minhas impressões emocionados.
Então é isso querido escritor-leitor, é continuar se dando e recebendo.
(Aliás, Um Dragão corre até hoje - dentro de uma sexta-feira de lua cheia - no corpo de um certo Marcos a procura de uma menina que talvez seja um lobisomem.)
Um abraço,

6/27/2007 04:36:00 PM  

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