7 de ago de 2007

O Salto do Menino Tritão (duende, 2005)

Revirando mais um pouco os arquivos imaginários em busca dos fragmentos rebuscanos, encontrei uma velha poesia que volta a me encantar, sempre viva como o mar...

o salto do menino tritão.
"morrer é nascer. aprender é crescer. viver é transformar-se...

No barco dourado enfeitado com guirlandas, uma festa comedida navega.
Na esteira do mar feroz que ruge e cospe navega uma festa dourada
de família. No parapeito, sonhador, um menino sensível namora o mar.
As ondas o convidam, a imensidão do mar o seduz, não há nada no
mundo barco que o possa segurar...

Apenas os gritos o saúdam quando ele salta.
Gritos maternos e guinchos de gaivotas inexistentes se fundem,
no dia em que o jovem se uniu com o mar.

O que aos olhos do navegante é morte,
é para o menino tritão o início da vida.
Mudar de ambiente é uma questão de aprender a respirar...

Ele segue vivendo, além das fronteiras dos barcos,
descobrindo que a vida no mar é fêmea,
descobrindo o que é A Mar...




(uma homenagem a um sonho belo e assustador de Dona Graça).


Foi publicada originalmente no Alriada Express em maio de 2005, inspirada em um sonho que a Dona Graça teve com seu filho, o 'anatólio' Daniel Padua.

É curioso e encantador como esta poesia fala COMIGO até hoje.

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3 Comments:

Blogger Feiticeira said...

É linda essa relação do menino com o amor A Mar...
eu nasci defrente para um rio que sembocava no mar...
sempre vivi fascinada, mas com medo...
Porque parecia - e ainda parece - que A Mar queria sempre me levar...
Para imensidões delirantres, mas assustadoras.

O menino mergulhou...
encontrou seus iguais...
submergir para cair no mundo real?
Parece que jamais!

Menino Pádua,
Mas um Eu a se encontrar,
nas profundezas delirantes
do mar de A Mar.

Postei hoje uma poesia sobre barco ilusórico... navegações imaginárias no mar de A mar...

Um abraço, Verde

8/07/2007 01:51:00 PM  
Blogger Feiticeira said...

Errei um dedo.
é desemboca e não samboca- palavra nova essa, acabei de inventar, eu acho, ou já há de existir?

8/07/2007 01:52:00 PM  
Blogger Bruxinhachellot said...

Uma poesia leve que lembra ondas suaves batendo nas rochas. Transmite uma sensação de tranqüilidade. Queria eu ser esse menino.

Beijos de aventura.

8/11/2007 09:10:00 AM  

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